Low Carb? Sem glutén? Intermitente? Conheça o risco das dietas restritivas.

Nesta época do ano, é comum encontrarmos alguém que relata ter perdido muito peso com determinada dieta, que excluía algum determinado nutriente ou grupo alimentar. Este tipo de intervenção nutricional acaba virando “moda” entre a população leiga, contudo, pode causar sérios transtornos na saúde geral.

As dietas da “moda” podem até levar ao emagrecimento, porém, esta perda de peso, geralmente é devido a perda de massa muscular e não gordura corporal, gerando o tão famoso efeito sanfona, que ocorre quando nosso organismo entra em modo econômico, devido a momentos de restrição severa. A pessoa perde peso após a dieta restritiva e depois que volta aos hábitos antigos, torna a ganhar peso, em alguns casos, até o dobro do peso perdido.

Existe uma gama de dietas restritivas e a todo momento são criadas novas estratégias mirabolantes para a perda rápida de peso, contudo, algumas se destacam:

  • Dieta Low Carb (baixo carboidrato): o foco principal desta dieta é reduzir a ingestão de quaisquer tipos de carboidratos, focando em aumentar o consumo de gorduras para fornecer energia para o corpo. Ela é restritiva e não pode ser seguida a longo prazo, pois essa redução pode causar fraqueza, tontura, dores de cabeça e até atrapalhar a sua atenção.

 

  • Dieta sem glúten: consiste em eliminar os alimentos que contêm esta proteína da dieta. As pessoas perdem peso devido a maior parte dos alimentos com glúten serem fonte de carboidratos e/ou ultraprocessados, porém, este tipo de restrição, foi relacionado atualmente, ao desenvolvimento de resistência à insulina e diabetes.

 

  • Jejum Intermitente: o método possui diversas variações. Basicamente, consiste em jejuar, por períodos que alternam de 10 a 24 horas em dias da semana consecutivos e/ou variados, associado ou não, a alguma alteração nos alimentos ingeridos, por exemplo, consumo apenas de líquidos ou restrição de carboidratos. Como os períodos de jejum são longos, os riscos são ainda maiores, podendo gerar a redução da massa muscular e da água, causando cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade e fome compensatória. Em indivíduos mais frágeis, pode ser até um start, para o desenvolvimento de transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia nervosa.

O ideal para o sucesso, no processo de emagrecimento, é buscar a individualidade, respeitando os costumes, as crenças, as patologias, os gostos e a genética do indivíduo. O olhar deve ser sempre holístico, entender a pessoa como um todo e não só, como alguém que precisa perder/manter peso.

Por isso, procure sempre um profissional da área da saúde habilitado, para te auxiliar a traçar metas reais, para que você alcance seus objetivos de forma mais saudável e segura!