Você sabia que o Brasil é o segundo país com mais casos da doença, ficando atrás somente da Índia? Então fique atento!

É uma doença curável, mas que não recebe a devida atenção, por isso fique sempre atento! No aparecimento de um dos sintomas, procure um médico.

O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase, atrás somente da Índia. A Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) estima que haja de três a cinco vezes mais doentes no país do que indicam os números oficiais, já que a doença não é muito discutida na sociedade e, porque se acredita que a hanseníase está erradicada no país. No entanto, de acordo com o SBH, a doença é difícil de ser diagnosticada, por falta de acesso a educação em saúde.

A hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que é uma doença infecciosa crônica e curável que causa, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos. O tempo de multiplicação do bacilo é lento, podendo durar, em média, de 11 a 16 dias. O M.leprae tem alta infecção e baixa patogenicidade, isto é infecta muitas pessoas, no entanto só poucas adoecem.


Modo de transmissão

Contágio dá-se através de uma pessoa doente, portadora do bacilo de Hansen, não tratada, que o elimina para o meio exterior, contagiando pessoas suscetíveis. Porta de entrada no organismo passível de ser infectado são as vias aéreas superiores, o trato respiratório. O aparecimento da doença na pessoa infectada pelo bacilo, e suas diferentes manifestações clínicas, dependem dentre outros fatores, da relação parasita / hospedeiro e pode ocorrer após um longo período de incubação, de 2 a 7 anos.

As lesões são decorrentes de processos inflamatórios dos nervos periféricos (neurites) e podem ser causados tanto pela ação do bacilo nos nervos como pela reação do organismo ao bacilo ou por ambas. Elas manifestam-se através de:

  • Manchas brancas avermelhadas em qualquer área do corpo;
  • Alteração da sensibilidade ao calor, frio e dor, principalmente nas mãos e pés;
  • Diminuição de força muscular em alguns casos;
  • Nariz entupido com frequência com aparecimento de sangue e feridas;
  • Sensação de areia nos olhos e visão embaçada ou ressecada de repente.

Estágio inicial da doença: sem tratamento adequado frequentemente, a inflamação de nervos torna-se crônica e evolui, passando a evidenciar o comprometimento dos nervos periféricos: a perda da capacidade de suar (anidrose), a perda de pelos (alopecia), a perda das sensibilidades térmica, dolorosa e tátil e paralisia muscular.


Tratamento quimioterápico

O diagnóstico baseia-se na identificação desses sinais e sintomas e uma vez diagnosticado, o caso de hanseníase deve ser classificado para fins de tratamento. Esta classificação também é feita com base nos sinais e sintomas da doença:

  • Paucibacilares (PB): casos com até 5 lesões de pele;
  • Multibacilares (MB): casos com mais de 5 lesões de pele.

O diagnóstico da doença e a classificação do paciente em PB ou em MB são importantes para que possa ser selecionado o esquema de tratamento quimioterápico adequado ao caso.

O tratamento é oferecido gratuitamente pelo governo a todos e é realizado sob supervisão e cura todos os casos da doença. A medicação é distribuída em cartelas.